Blog da Vivian Whiteman

Carolina Dieckmann e o direito incontestável a ficar pelada dentro de casa
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Vivian Whiteman

Todo mundo, ou quase todo mundo, deu uma olhadinha nas fotos da atriz Carolina Dieckmann pelada. Ou pelo menos ouviu falar…

Carolina já foi fotografada mil vezes na praia, de biquíni. Já fez cenas ousadas em novelas, posou seminua para revistas de fitness e até para exposição de shopping. E, provavelmente, nem que ela tivesse posado completamente pelada e em poses ginecológicas para uma revista masculina teria chamado tanta atenção.

 

É claro, em casos como esse, os comentários são os piores possíveis. Tem gente que fica tão contente que parece ganhador da Megasena. Os mais bocós comentam a depilação, o cenário, esquadrinham tudo, dão suas opiniões estéticas, fazem piadinhas mais velhas e previsíveis do que andar pra frente.

Se existe algo de sorte para Carolina nesse babado é que, enfim, ela é linda e está especialmente bonita sem Photoshop. Tivesse um inocente pneu, estaria sendo queimada na fogueira cruel das redes sociais, território de livre circulação do ódio e da barbaridade. O problema, óbvio, não são as redes em si. Ainda bem que existem, ao menos a gente consegue monitorar de alguma forma o que, de outro jeito, estaria decerto sendo cultivado no silêncio de lares insuspeitos. Ai, que medo.

 Mas o que querem, sobretudo os homens, que babam nas fotos de Carol? Não é apenas uma questão de pornografia. Querem espiar o que não é deles, querem ver não somente o corpo sem roupa, mas a intenção, as expressões de uma moça querendo fazer um charme para o cara que ela ama. O que as peladas de revista fingem na base genérica, ou seja, aquele olhar padrão de ''te quero, pessoa que está vendo essas fotos'', Carolina estava fazendo com endereço certo: os olhos do marido.

Enfim, minha gente, aqueles olhinhos brilhantes e o pacote que vem junto são para o marido. Aceitem!

 Houve quem dissesse que Carolina planejou tudo. Ahan. Ou que, no fundo, ela queria que as fotos vazassem mesmo. Assim, num nível quase inconsciente.

 Pois mesmo que, numa fantasia tão íntima quanto as graças que ela dedica ao homem de sua vida, Carolina fantasiasse sobre a circulação das fotos na mão de geral, isso não daria a ninguém o direito de divulgá-las. Quem o fez é mau caráter, criminoso e ponto final.

 Ela não foi a primeira nem a última a passar por isso. É um dos novos crimes da modernidade digital. Outro dia, num almoço entre amigos, comentamos outros casos do tipo, envolvendo moças que nem são famosas. Sobrevive-se, mas, que situação… 

 Para quem não sabe, tirar fotos meio ou totalmente pelado/a para fins pessoais é muito comum e ficou ainda mais com o advento das câmeras turbinadas de celulares (Fiquem de olho nos aparelhos, fica a dica). E todo mundo tem direito a fazer as fotos que bem entender em lugares reservados sem que o primeiro taradinho chantagista venha pedir grana para segurar o ''material'' ou simplesmente sem que o primeiro otário resolva publicar coisas que não lhe pertencem a troco de piadinha.

Não é questão de moralismo.  Sejam famosas ou não, as pessoas têm o direito de manter seus segredos.

Mas, se vocês querem saber, vou contar um fato deveras perturbador, revelado por uma amiga. A moça perde o celular cheio de fotos comprometedoras. Bem mais ousadas que as de Carolina. Entra em desespero e checa o Facebook de dois em dois segundos. No dia seguinte, recebe o celular de volta na portaria do escritório. Intacto. Com um bilhete anônimo, algo quase assim: ''Parabéns, você é uma gata deliciosa. Relaxe, as únicas cópias que eu fiz estão no meu cérebro. Tome cuidado. Um beijo''.  Tá bom pra vocês? Ela rasgou o bilhete, apagou as fotos, mas só relaxou porque, meses depois, nada aconteceu. 

Pois é, como diria o Ritchie, a vida tem dessas coisas…

 

 

 

Bjs,

VW

 


Alerta geral para troca de lingerie
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Vivian Whiteman

Abra a gaveta. É hora de trocar quando…

…tudo for tão preto que faça de luto uniforme

…tudo for tão bege que se confunda com pele antiga 

…tudo for tão branco que traga complexo de virgem

…tudo for tão lembrança que pareça álbum de vó

…tudo for tão doce que vire prisão de infância

…tudo for tão mínimo que não guarde mais segredo

…tudo for tão grande que tape a imaginação

…tudo for tão combinado que não dê chance ao caos

…tudo for tão solto que já não tenha ligas-lógicas

…tudo for tão velho que venha à cama o fantasma

…tudo for tão fantasia que não se veja graça em máscara

…tudo for tão gasto que vire santo de casa sem milagre

Em noite de Lua Nova, picote tudo com tesoura e faça o descarte a gosto.

Cante três versinhos para Nossa Senhora de Kátia Flávia e repita: ''get out''.


Pequeno manual da faxina ryca para anti-Amélias
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Vivian Whiteman

Para quem não tem empregada e dá conta da limpeza de seu lar. Vejam abaixo o exemplo de Britney Spears:

Aliás, ''deu no Fantástico'': as moças e senhoras que antes faziam serviços domésticos estão procurando outras áreas de atuação. Muito certo! O melhor mesmo é que cada um possa cuidar de sua casa, não é mesmo?

Para isso, talvez precisemos de casas menores. DE MARIDOS E NAMORADOS QUE AJUDEM NA LIMPEZA. De filhos e filhas que se joguem no balde e vassourão. DE EMPREGOS MENOS SUGADORES DE SANGUE.

E…

De um pouco de glamour e animação, Brasil!!!

 

Tá, ninguém aqui está nessa onda ridícula de volta ''aos antigos valores dos anos 50''. Escrava do marido ou da família era a sua bisavó, e saiba que durante o sono ela sonhava em largar tudo e embarcar para Acapulco, onde tomaria drinks coloridos e daria sorrisos tranquilos usando um maiô belíssimo. Outras sonhavam com pequenos vidrinhos de veneno, mas não vamos assustar os corações frágeis, não é mesmo?

Cada um dá conta do rojão como pode e às vezes é necessário ajuda de fora mesmo, principalmente pra quem tem filho pequeno ou trabalha fora feito escrava. Mas, dito isso, obviamente, NÃO estou falando para dondocas.  Nem para as feministas do truque que acham que lavar chão é crime.  Aliás as dondocas e as feministas de araque andam mais juntas do que gostariam de admitir… Mas deixa pra lá (por enquanto).

Mas você, moça, mulé guerreira que de semana em semana ou a cada 15 dias precisa dar um tapa master no seu lar, sem exagero, só pra manter o lugar habitável, segue o guia da faxina da beleza, a faxina ryqueza, a faxina do amor:

1 – Vista o modelo.

Fase A – Para cozinha e área de serviço (você pode começar pelo quarto e sala, mas geralmente eles estão mais limpos, estamos falando de faxina mais pesada) : leggings, shorts ou calças de ginástica bem justos (brilhe muito com lycra); corpete resistente, cinta ou algum top longo de compressão; maiô para botar por cima 

Fase B – Para banheiros: biquíni ou maiô. Terminando você já pode tomar banho.

 

C – Nos pés, galocha ou qualquer calçado que possa ser molhado. A galocha protege seus pés do produto químico, mas você pode improvisar com filme plástico (veja abaixo). Faxina de salto não dá, é coisa de pin-up pra foto. Ou para um outro manual, o ''pequeno manual da dança caseira'', que farei  em outra ocasião. Enfim, fica a dica… 

Como montar:

na cozinha e área de serviço: Pegue todos os seus cremes. Aqueles que você preguiçosa comprou e não passa, pq, enfim, é um saco. Celulite, creme para os seios, óleo hidratante etc Passe tudo antes de botar as roupas. Com o calor do corpo, eles farão efeito durante o processo faxinístico. E você se sentirá menos numa função mala.

no banheiro: Não tem galocha? Lambuze seus pés com creme. Pegue filme plástico de cozinha. Enrole seus pés nele de modo a cobrir tudo e termine subindo até acima do tornozelo, fazendo tipo um cano médio. Pronto! O filme plástico pode ser usado por baixo da roupa para potencializar os cremes, tipo, na barriga.

2 – Luvas, você precisa de luvas de limpeza. Comprei umas cor-de-rosa, mas tinha verde, amarela e laranja

3 – Antes de colocá-las, pegue um creme para as mãos. Não precisa ser nada de luxo, compre na farmácia algum hidratante, tem cremes desse tipo a partir de R$ 3. Passe nas mãos com fartura. Bote as luvas por cima. Elas vão esquentar e suas mãos estarão num lindo spa enquanto vc faxina seu lar.

 

 

4 – Dê o play na trilha sonora, previamente escolhida. Siga a seguinte ordem: aquecimento, arraso e desafio.

Aquecimento: Músicas para lavar louça, passar aspirador, enfim, coisas que limitam muito seus movimentos. O foco são as pernas, imagine passinhos sem sair muito do lugar. Porém nada te impede de fazer movimentos com os braços enquanto porta um cabo de aspirador, vassoura ou colher de pau. Cante.

 Meu último setlist: Sexy Iemanjá, Pepeu Gomes; Morena Tropicana, Alceu Valença; Ford Mustang, Serge Gainsbourg;  Running Up that Hill, Kate Bush; Waterfalls, TLC; Chorando Se Foi, Kaoma; Maria Magdalena, Sandra; Hits me Like a Rock, CSS; Dreaming, Blondie; Soldier, Destiny´s Child; Supersonic, JJFad; Xirley, Gaby Amarantos; Feira de Mangaio, Clara Nunes; Cajueiro/Rio das Pedras, Raimundos; e a faixa de transição: Mulher Elétrica, Racionais, pq agora já tá zica quente a faxina!

Arraso: Esse é o momento da alegria. Você estará lavando o chão da cozinha e da área de serviço. Capriche na água.

 

Meu último setlist: Babado remix. Beyoncé, J.Lo, Shakira, M.I.A, terminando com Like a Prayer do Madonnão. Use a vassoura ou esfregão como apoio. Treine abertura. Levantamento e trabalho aéreo de vassoura. Giros ousados. Movimento de dança do ventre. Esfregada do poder. Deslizamento exótico. Se vc usar ''Like a Prayer'': de joelhos-cai com as pernas na lateral-corpo pra trás recebendo a luz do céu. Só pra quem é. Imagine que tem uma cruz pegando fogo atrás de você que ''ela'' vem, yeah.

Desafio: É hora de lavar o banheiro. Momento performance.

Meu último setlist: O desafio exige rádio. Sim, rádio. Escolha uma estação. Meu último desafio foi Alpha FM. Chegou uma hora que eu já tava conversando com a locutora, tipo, ''bring it on, biaaatch!''.  O box é pequeno, o espaço é pouco? Pense vertical. Braços, agachamentos, falsa escalada de paredes etc Rolou ''No Promises'', do Icehouse. Só no charme. Terminou com ''Como Eu Quero'', Kid Abelha. Tá, você pode imaginar que foi um fiasco. Nada. Misture movimentos de Axl Rose em Patience com um gestual Beyoncé. Grand finale é nóis. Aliás essa música é toda docinho de karaokê, mas é tipo chamando o boy pá briga no gel. Sente a Paula Toller, a lôra é fraca? Ah, tá! ''Vem que eu te ensino como ser bem melhor'', u-hu, rajada de PT, Brasil!

Lembretes :

– Faça quando estiver sozinha, isso não é um show. O pequeno manual para show… Ai, será? Vou pensar no caso de vocês, acho muito pessoal

– Já que ninguém está vendo, dance para matar, para arrasar. Depois você pode aproveitar os movimentos que achar mais legais na buatchy e reuniões de família

– Aproveite para hidratar o cabelo. Passe o creme ou coquetel capilar (amo!). Ponha uma touca plástica. Arremate com um lenço com amarração luxuosa

– Não me responsabilizo por acidentes

– Ensine e, se necessário, OBRIGUE, seu boy, companheiro, companheira (às vezes é o cara que faxina e a mina é forrrgada), roomate, encosto, irmão/irmã, prole, enfim, a fazer a faxina em esquema revezamento 


Pequeno manual do biquíni para despreparadas moças do asfalto
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Vivian Whiteman

Perna peluda: NUNCAAA!!!!!

Você nasceu em São Paulo, arredores ou qualquer outro lugar sem praia, rio, cachoeira, represa ou piscinão? Tira poucas férias perto da água?

Fica ansiosa e confusa toda vez que precisa de roupas de banho? Ainda usa a expressão roupas de banho?

Calma, calma, filhinha, vem comigo e imprima esse pequeno manual, com dicas atemporais para a felicidade da banhista insegura:

1 – Está insatisfeita com seu corpo? Pois dê um jeito nisso. Não adianta botar no biquíni a culpa de um ano inteiro de bolo de chocolate, luz de escritório e estado terminal de internação no sofá da sala. Você já foi ao médico? Talvez seja problema de tireóide. Sério! Enfim.

Problema: insatisfação corporal

O que vestir: biquíni que não aperte ou maiô preto de ryca, megatendência.

Que praia escolher?: uma muito cheia, onde ninguém está nem aí pra você, ou uma muito vazia, tendo apenas conchas como testemunha

O que fazer: Corra na água como se não houvesse amanhã, é um exercício magia. Se estiver numa cachoeira, deite sua bunda pra cima e deixe a água agir enquanto massagista alemã. Essa dica veio de uma colega MARA e ela me jurou que dá maior resultado.  Tome água de coco e coma salada, frutas, coisas boas que não sejam churros de doce de leite (parece mentira, mas elas existem!). Grite: ''eye of the tiger, eye of the tiger'', você é o Rocky minha filha, uhuuuuu

PS: Antes que as malas de plantão me acusem de alguma coisa idiota, estou falando pra quem está insatisfeita. Se você curte sua pança e outras saliências, se jogue livremente e, pelamordedeus, coma muitos churros de doce de leite. Sim, eles são feitos por anjos do céu. De modo que as insatisfeitas, quando mais satisfeitas estiverem, também devem comer um de vez em quando. Ordens médicas sérias, seríssimas.

2- Das questões do estilo. Moda, piriguetismo ou conforto?

Problema: Indecisão de modelo

O que vestir?: Seja prática, use a lógica, minha filha. É tudo uma questão de ocasião e atividade.

Praia com esporte: há quem curta jogar vôlei de fio dental, mas isso é para as preparadas. Você, iniciante, vá com calcinha mais shortinho pra arrasar no saque. Tem todo um charme na gata esportista, saiba. Boys me contaram. Pensam que eu não faço pesquisa? A-han. Aqui é alto nível, Brasil!

Praia sem sol: escolha seu maiô ou biquíni mais trabalhado na riqueza do fashionismo. É sua chance de abafar a areia e não ficar com marcas de um recorte-conceito bizarro. Isso se você curtir essa onda ou estiver numa reunião de paulistanas que podem virar pó caso um raio de sol realmente penetre suas peles-Crepúsculo. Em Ipanema também rola, ali no ponto das milionárias. Mas mesmo assim use bloqueador solar por precaução. Imagine um triângulo isósceles no meio da sua barriga!

Praia com novo boy: Se vc está confiante no rebolado, vá para arrasar. O que pode depender muito de boy para boy. Há boys, vejam bem, que curtem moças com biquínis vindos dos anos 50. A preferência nacional, no entanto, é a tanga Panicat. Se o seu boy ama ver a Panicat mas quer você com um burquíni, talvez seja o caso de repensar o boy antes da roupa de banho… Sei lá, só um toque.

Praia com boy de fé: o boy antigo é seu parceiro, mas não avacalhe. Não é machismo querer estar bonita para o cara que te vê nos melhores e piores momentos. Não caia no feminismo babaca, as feministas babacas ainda não se tocaram, mas caminham de mãos dadas com o machismo. Se quiser ser feminista, seja uma inteligente. Use algo da hora e pronto. Leve um charme, tipo um colarzinho, um brinco, coisa que tenha a ver com o ambiente, claro. Eu amo tornozeleiras. Aliás, tenho usado o tempo todo, mas a ideia veio da praia.

Que praia escolher?  Siga a lógica

O que fazer? Siga a lógica

 

3 – Da questão das marcas múltiplas.

Problema: marcas desencontradas de biquíni

O que vestir? Nada

Que praia escolher: Uma deserta. Ou de nudismo, se você curtir. Eu, uma cria de família mineiro-paulistana que luta contra a caretice, ainda não consegui superar senhores, senhoras e moços badalando à minha frente. Desculpem, mas pra mim não rola, coisa pessoal.

O que fazer?: Vá a uma praia deserta. Acorde cedo enrolada numa canga vermelha ou laranja (quer saber o porquê da cor? Pois não falo. Tenho segredos de profissão). Chegue perto da água e observe o mar, o sol vai estar nascendo. Largue a canga e corra pra dentro d´água como quiser. Volte e deite na canga. Repita diariamente, em horários diferentes (na última sessão, pegue meia-hora do sol do meio-dia. Não vai te matar e uma amiga minha que mora em Caraíva-BA garante que é ma-gya, tem poder!!! Digo que é verdade), até as marcas desaparecerem.

PS: Na praia de nudismo também dá, mas imagine um tiozão babando raspadinha na coxa enquanto você faz o movimento? A realidade dói, Brasil!!! 😉

 

 


Só para leoninas
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Vivian Whiteman

Lembram da promessa do mercúrio retrô? Eu me lembro, não esqueço das minhas promessas, tenho esse defeito, grave para o mundo de hoje…

Fazer o quê, assim  aprende-se mais.

Então vamos ao pesadelo da leonina no MR:

Uma leonina gosta de ouro. Na verdade, curte dourado, a cor do momento. Pode ser dourado-ouro, pode ser cobre também, ouro-velho, glitter d`ouro, qualquer brilho meio solar tá valendo…

Ela se monta toda de dourado, parece Cleópatra chegando diante dos romanos. Das unhas do pé à cabeça. Brilha mais do que todos os lustres da festa, é assim que é, o modelo foi pensado, pra ofuscar. E pra ofuscar é preciso ter coragem. É muito mais fácil ser linda, ser bonita, ser elegante, ser discreta, ser charmosa. Chegar ofuscando é um trauma. E nem sempre dá certo, quase nunca é chique, chega a assustar.

 As panelinhas falam mal dela. A roupa rasga de tanto bordado metalizado, alguém comenta que ela usa tanto acessório pq é tudo bijoux, nada de jóia. A mãe dela liga durante a festa e pergunta se ela teve mesmo coragem de sair daquele jeito. O sapato dourado e alto é lindo, mas aperta e obriga a andar estranho, tem de se achar um jeito. Ela dança, bebe, se joga, borra o make, fica descabelada e até ri. Chegando em casa, senta na cama e fica em silêncio olhando para as paredes  durante 3 horas porque o romano que motivou a produção não estava na festa. 

 A leonina, sempre acusada de espalhafatosa, bicuda, bravinha, mandona, aparecida, casca-grossa tem esse segredo. Ela é capaz de imitar a Via Láctea pra agradar um só vagalume. Se ele não está ela distribui o exagero pra geral porque, enfim, não há mais nada a fazer.

Fica a dica.

PS: Talvez eu esteja um pouco melancólica hj. É que comecei uma nova vida, cês entendem, né?

PS2: Eu sou uma versão contida disso. Ascendente em Aquário, sabe comé.

 

 


Sobre as botas de Judas
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Vivian Whiteman

Judas é o personagem mais injustiçado das Escrituras.

Passou para a história como o traidor que entregou Jesus por dinheiro.

Bom, ele entregou mesmo. Mas, vejamos mais de perto essa treta aí.

Permitam-me aqui nesse blog, que afinal é de minha assinatura, fazer uma interpretação livre.

Jesus, segundo conta o conto, já tinha o roteiro em mãos. Na última ceia, segundo João, ele diz que alguém ali, ou seja, um dos discípulos, bateria com a língua nos dentes pros coxinha. E faz o sinal de que Judas é o cara.

Judas vinha de um grupo de foras-da-lei, queria derrubar o governo romano. Era de briga, vulgo ladrão.

E, sejamos claros, Jesus disse desde o começo do conto que tinha q morrer e ressuscitar, esse era o propósito. O sentido desse propósito e como de fato ele rolou é outro lance e não falaremos disso agora.

De modo que Judas fez apenas parte do propósito. De modo que Jesus ESCOLHEU aquele que daria conta do recado.

No Evangelho de João diz q depois que Jesus aponta Judas como o cara q vai sair na missão, o pobre é tomado pelo Demo. Não se esqueçam que o Demônio, como mostra o livro de Jó e outras passagens da Bíblia, age muitas vezes segundo orientação de Deus, por isso tem nomes populares tipo ''o capataz''.

A Bíblia nunca cita as botas de Judas. Mas conta-se que ele teria guardado o dinheiro q ganhou pra entregar o JC dentro delas, que nunca foram achadas. Por isso, ''onde Judas perdeu as botas'' é um lugar longe ou escondido.

Mas, de volta ao conto, vocês sabem né, que a Bíblia não é uma coisa só, é composta de textos de diversas autorias e origens escritos em diferentes tempos e contextos e que já teve e tem diversas formações de conteúdo? É bom saber, é bom saber.

Enfim, diz que Judas foi se enforcar, pq entregar Jesus pros carrasco, vamo combinar que fica difícil… Mesmo sendo parte do plano. O sujeito treme.

Aí o livro de Atos diz que ele foi se enforcar mas caiu nas pedras e as ''vísceras SE DERRAMARAM''.

Ah, num livro, muita atenção às PALAVRAS.

Pra mim, ele foi tentar se matar e quando o galho quebrou e ele caiu vivo nas pedras derramou ''lágrimas de sangue'' porque era o sinal de que ele tinha feito o que precisava ser feito Pra que o plano divino acontecesse.

Foi aí que Judas jogou fora as botas (pode-se dizer que bateu as botas pq de certa forma renasceu), botou as 30 moedas na lata dos cegos e saiu de rolê como um homem livre porque tinha acabado de aprender a ética avassaladora do amor pela Causa.

PS: O galho quebrou pq era leve demais pro corpão do Judas, que no fundo sabia, mas ainda não tinha a coragem de aceitar em sã consciência, que tinha feito o certo. O inconsciente do tru trabalha a favor do tru.

PS2: Vcs sabiam que existe um Evangelho apócrifo de Judas, ou seja, um texto q não tá nas versões oficiais da Bíblia, e que mostra Judas como o cara em que JC mais confiava? É…


Jesus está nos cabelos
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Vivian Whiteman

E chegou a Semana Santa, minha gente. A fila da loja de chocolate perto de casa já tá um inferno, a Globo tem matéria sobre bacalhau dia sim, dia também, aquela coisa de sempre. Parece o Dia da Marmota daquele filme “O Feitiço do Tempo'', lembram, que o Bill Murray fica preso vivendo o mesmo dia eternamente, pois é…

Mas não vamos reclamar, porque a Semana Santa foi difícil mesmo pra Jesus, segundo consta. Aquele povo que encena a Paixão de Cristo todo ano logo mais vai nos lembrar com detalhes como foi feia a coisa. Enfim.

Porém tem um episódio nessa semana, segundo conta a Bíblia, que é um dos mais bonitos e poéticos da vida misteriosa de JC.

 

De rolê por Betânia, ele visita Lázaro, aquele que levantou dos mortos com ajuda do Messias boa gente.

Nesse ponto o pobre JC já tava cansadão. Tinha uma morte e uma ressurreição agendadas e vinha de uma caminhada complexa, tempestade, perseguições, Diabo causando no deserto, aquela coisa toda.

Aí que chega Maria, há algumas controvérsias mas há também certo consenso de que seja a Madalena, que seguia JC e embora não esteja na escalação oficial do time principal era sim um discípulo, não só daquele homem especial, mas daquelas ideias.

Eis que JC está sentado, e ela toma os pés do moço. Chora. Pega um óleo de essência e passa neles. E, pra completar_LINDO, LINDO, LINDO_ seca os pezinhos ungidos usando os próprios cabelos.

É uma cena triste, esperançosa e bonita demais. Até JC se emociona e não deixa que censurem a Magdala por esbanjar óleo caro. É um carinho de despedida, de até logo. É como se ela tirasse todo o cansaço da estrada daqueles pés e guardasse nos fios de sua cabeça uma lembrança viva dos passos que tanto admirava. É um ato puro de amor, de parceria, de encontro.

Qualquer uma mulher sabe da importância de seus cabelos. Como eles são mais do que uma moldura de rosto, como a ausência deles é gritante para aquelas que os perdem, como eles mudam de cor e de jeito conforme as fases da vida.

Nenhuma moça quer ser puxada pelos cabelos sem consentimento e certamente que todas as que são donas de alguma sanidade não querem ter suas cabeças pisadas por machos acéfalos e desprovidos de palavra. A palavra de um homem, vocês sabem, tem proceder.

Mas quando uma mulher encontra um homem capaz de lhe revelar ou de dividir com ela um outro olhar sobre o mundo (a revelação é sempre compartilhada), não um de fantasia, mas um de caminhada reta, esclarecimento, excelência e amor implacável, ela fará de seus cabelos um abrigo ou ao menos um descanso para esse cara.

Madalena, Magdala, uma Maria, fez de seu gesto uma declaração de fé. Era como se dissesse, olha JC, mesmo com toda a dor e com toda a crueldade, eu vejo a beleza do teu propósito. Teu Caminho é o perfume que carrego nos cabelos.

 


Carta aos novos jornalistas de moda (ou fashionistas, estudai!)
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Vivian Whiteman

Dar aulas, pra mim, é um grande prazer. Mais do que isso, é a oportunidade de dar às pessoas que se inscrevem uma coisa que me faltou em muitos cursos que fiz ao longo dos anos.

Recursos audiovisuais? Apostilas? Pencas de imagens? Não. Sinceridade.

Não é questão de encher a minha bola. Mas  o fato é que eu sempre pensei nisso simplesmente porque teria facilitado muito a minha vida: se um dia der aula, vou falar a verdade. Que tipo de verdade? A verdade da minha experiência, reportar o processo do meu trabalho a quem pudesse interessar.

Desde o meu primeiro estágio, aos 17, trabalhei com jornalismo. E vi muita coisa. E aprendi muita coisa, aprendo todos os dias. Durante a faculdade, me impressionava a distância entre o que os professores diziam e a realidade das redações. Chegava a ser ridículo.

Por isso sempre repito minha ladainha: procurem saber da real. Estudem além do cercadinho da moda. Desafiem. Perguntem. Leiam loucamente. Estudem mais. Olhem. Treinem o olhar diariamente. Saiam da casinha. Não tenham medo. Aprendam com os erros. Não se deixem intimidar. Tenham a coragem de pensar.

Neste mês dei um curso de jornalismo de Moda no espaço Cult. Em apenas dois dias, é limitado o que podemos fazer em termos práticos. Mas fizemos bastante.

Os alunos, a maioria jovens, foram ótimos. Interessados, questionadores, esforçados, animados. Conversamos abertamente, trabalhamos juntos. No segundo dia, depois de uma aula introdutória de muita teoria, explicações detalhadas sobre as etapas da construção de um texto, e choques de realidade, eles escreveram juntos uma crítica de moda sobre o desfile da Chanel.

A primeira análise para boa parte deles, feita em grupo, após ver o desfile em vídeo, pesquisar referências via Google e discutir. É claro que a coisa toda puxa para o meu modo de ver as coisas, mas o que vale não é isso, e sim eles terem compreendido COMO chego a certas conclusões, os caminhos que percorro em termos de perguntas, pesquisas e conflitos. A partir daí, cada um poderá começar a trilhar seus caminhos. A velha história de ensinar a pescar.

É muito difícil fazer textos em grupo. Escrevendo direto no telão. Discutindo com os colegas as questões de conteúdo e de estilo. Em algumas horas, eles conseguiram fazer um trabalho muito digno. Melhor do que muita coisa que se pretende profissional.

São moços e moças que logo estarão ou que acabaram de entrar no mercado. Gente interessada em aprender os processos em vez de engolir pura e simplesmente as regras desse ou daquele veículo. É preciso trabalhar e no mundo capitalista não há como viver acima do mercado. As regras são sempre do dinheiro. Mas precisamos formar gente capaz de entender essas regras. É o primeiro passo para subvertê-las.

Aos meus alunos desta e de outras turmas, obrigada. Obrigada por me ouvirem, obrigada por serem jovens e quererem algo mais do que aquilo que é imposto como bom ou possível.

Vocês arrasam.

Amor,

VW

Abaixo, o texto editado por mim e assinado por:

Ana Cecília Macedo Coelho de Paula
Ana Paula Faria
Anita Fernandes Porfirio
Beatriz Rodrigues Skikora
Carolina Brandão Ionta
Debora Franco Machado
Giovanna Costa Gaba
Jaqueline Souza Carvalho
Maria Carvalho Costa Meneses Castro
Nina Bartlewski Simões
Rodrigo Avilla dos Santos
Stella Maris Chaves Resende
Tuani Beccari Ciciliati
Valentine C. Dassouki

 

Análise do Desfile Chanel Outono/Inverno 2013

Lagerfeld embarca em viagem mística na nova coleção da Chanel

O estilista Karl Lagerfeld surpreende com um desfile pouco convencional para a clássica e francesa Chanel. Cristais imponentes cravados na passarela anunciavam o tema da coleção outono/inverno 2013 da marca. O impacto ficou por conta de um certo exagero estético que foge do repertório habitual da grife.

Grande ícone do desfile, o cristal serviu de referência para a cartela de cores, texturas, formas e estampas. Tons de azul laminado, verde, prata e roxo apareceram em transparências e brilhos que remetiam ao efeito ótico das pedras.

Os acessórios mais marcantes foram os sapatos abotinados com saltos de acrílico e os braceletes e colares de metal, pesados e cravejados com pedras brutas. Também chamou atenção a aplicação de cristais nas sobrancelhas das modelos, feita pela Lesage, tradicional casa de bordados francesa.

Os recortes tridimensionais nas mangas dos casacos e as aplicações nas golas foram inspirados não só na forma do cristal, mas também nas linhas e ângulos do cubismo tcheco.

Das bases conceituais desse movimento, que acreditava na liberação de energia por meio da quebra de superfícies, Lagerfeld tira elementos místicos e exóticos, contrapondo-os à imagem clássica da marca.

De olho nos mercados em crescimento como a Índia, a marca explora a visão exótico-mística que o Ocidente tem sobre as culturas orientais.  Também recria as formas e silhuetas das vestimentas típicas indianas com sobreposições: o tailleur Chanel apareceu em versão Bollywood, combinado a calças cropped e vestidos com estrutura piramidal.

Numa temporada em que Paris recuperou o gosto pela fantasia, Lagerfeld deu um passo à frente na sua ousadia brincando com o exagero sem perder a essência Chanel. Afinal, por trás dos óculos escuros do estilista, existem olhos bem abertos_ para o mundo e para os negócios.

 


5 razões para ir ao cinema ver Pina em 3D
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Vivian Whiteman


Wim Wenders fez um documentário sobre a bailarina, coreógrafa e cabulosa da dança Pina Bausch.

E com a sensibilidade dela para o movimento dos corpos, digna de um astrofísico, sambou na cara da sociedade.

Saiba por que você deve comprar ingressos assim que possível e correr para ver essa maravilha:

1- Se você tiver alguma coisa que dança na cabeça e no coração vai sair de lá voando

2 –  O recurso do 3D nunca foi tão útil e justificado como nesse filme. A companhia de Pina está ali, o palco está ali. E a presença de Pina é tão forte nos bailarinos, especialmente quando ela não aparece, que só o 3D poderia, em termos físicos, dar conta disso. Wim Wenders fez Asas do Desejo, ele sabe que não dançamos sozinhos

3- Pina escreveu o amor com movimentos e tá tudo lá. Vou contar um: O homem faz círculo com os dois braços, feito cesto sem fundo. Uma mulher salta pra dentro, súbita e kamikaze feito um peixe. Não tem rede, mas ela se ajusta ao arco e para antes de a cabeça atingir o chão

4 – Os movimentos solo de cada bailarino são de chorar. Eles vieram de toda parte do mundo e não têm vergonha de mostrar esse sintoma de afeto, a coisa de ter vindo de uma terra. A moça brasileira gosta de pular cadeiras, ela é solta. Os movimentos conjuntos em grupo são um só corpo. Os duetos homem-mulher são uma cartilha

5 – O vestido vermelho. A pele de uma mulher, que se dá, que se joga que não quer se dar, que está derrubada e que se levanta. Na primeira montagem que aparece no filme, entre os vestidos cor de pele, uma mulher entrega ao Homem um vestido vermelho, depois de muita briga, luta e rejeição de ambas as partes. Ela veste. O vestido vermelho é o vestido da mulher amada, motivo de desejo, espanto e inveja entre as gentes

Eu ia falar do figurino,  mas, sabe… Vão ver. É tudo alinhado na mais pura imperfeição do perfeito.

Vá e aplauda.


Produzida pra guerra (Love is a Battlefield)
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Vivian Whiteman

O amor é um campo de batalha, já dizia o hit da filósofa rocker Patricia Mae Andrzejewski, mais conhecida como Pat Benatar, lá nos finados e sempre-vivos anos 80.

Em “De Repente, 30”, um dos melhores filmes que fazem uso da fórmula “menina-deseja-ser-adulta-e-popular-tem-seu-desejo-magicamente-realizado-instantaneamente-mas-percebe-que-o-buraco-é-mais-embaixo-e-volta-ao-passado-para-consertar-a-burrada”, a personagem de Jennifer Garner, em sua versão fake-crescida, canta “Love is a Battlefield” com uma porção de colegas pré-adolescentes.

De Repente, 30  (Clique para ver a cena)

Ela quer reconquistar seu melhor amigo de infância, que era gordinho mas virou um “gatinho” (nem curto o Mark Ruffalo, mas, enfim…) num futuro bizarro em que se tornou, com o perdão da vulgaridade, uma piranha grosseira, egoísta e mentirosa.  

Ah, é, no futuro bizarro a moça é a editora de uma revista de moda e comportamento… Valei-me, Senhor! Pai, afasta de mim a Diaba, pai!  E pode levar ''as Prada tudo'', porque no final a realidade tá bem mais pra Zara mesmo (e uma Topshop, vai, de sobremesa). Suave.

Ontem, vi, “Parto of Me”, clipe novo da Kate Perry.

Nele, Kate pega o namorado com outra e, para esquecê-lo, decide ir para o campo de batalhas, literalmente.

Corta o cabelo, amassa os peitinhos com faixas, vira soldado em treinamento.

 

Tá, é ridículo. Mas é bem mais verdadeiro do que muita teoria furada sobre o amor. De Filosofia ruim, o inferno…

Um amor perdido demora pra sair do corpo. A presença do outro em você. Procure saber disso, a psicanálise (a verdadeira, tá, não CVV que cobra um malote por hora pra passar a mão na sua cabecinha e dizer que tudo o que você faz é lindo e que todo o resto está contra você) está aí, minha gente.

A separação de corpos requer medidas físicas. Já pensaram no número de mulheres que resolve tingir, cortar, tosar o cabelo depois do fim de um relacionamento importante? Pergunte aos cabeleireiros. Aliás, antes um belo corte de cabelo do que uma sessão truqueira de falsa psicanálise. Fica a dica.

Quantas mudam de estilo, queimam o guarda-roupas assim como Kate queima a cartinha do boy-decepção no clipe? Quem nunca engordou ou emagreceu, ou passou a malhar, fez uma tatuagem dramática, tingiu todas as roupas de preto e mudou o nome de Michele para, sei lá, Alabama Blues? Qual foi a medida não importa, a pergunta é quem nunca (precisou de um quase-novo duplo no espelho)? Bom, quem nunca mesmo, sorte sua, porque não é das coisas mais simpáticas. Mas sobrevive-se, filha, sobrevive-se.

É claro que não basta. Mas às vezes é preciso morrer no campo de batalha para poder levantar da pilha de corpos, de preferência, com qualquer coisa material que faça marca de Ano Novo, que diga ao velho amor, mesmo que ainda querido, mesmo que ainda presente, “hey, amigo, com licença, esse corpo precisa andar”.

Well, estou falando de encontros verdadeiros, não de qualquer Bozo ou Bozolina que passou pelo seu caminho enquanto piada do destino (desculpem, tenho horror a palhaço, trauma infantil, sabe como é). Pedra de tropeço é só chutar longe e seguir sem olhar pra trás, afe!

Sabe, o novo corte, o novo corpo não são falsos. Eles são um primeiro passo, ou talvez um sinal, de que você nasceu de novo ou está prestes a. Abrace.

Ai gente, sei lá, a Páscoa tá chegando e eu fico assim com espírito de ressurreição.

Quem nunca…